ab hoc et ab hac

Cleide, casada com Dori Fontana.
Mãe de 3: Bruna, Daniel e Rafael.


Sou humana. Sou aprendiz. Sou mulher. Sou feliz porque desejo a felicidade. Encontro respostas porque vivo comprometida a buscá-las. Sou amante porque acredito indubitavelmente na capacidade de compartilhar. Esta a minha essência: imperfeita sim... Mas inundada de amor!

Jours de Rose

joursderose:

Talvez fosse isso, eu continuava pensando. Talvez eu estivesse ficando velho demais para o tipo de jizna que eu levava, irmãos. Eu tinha dezoito agora, recém-completados. Dezoito não era uma idade jovem. Aos dezoito anos, Wolfgang Amadeus havia escrito concertos, sinfonias, óperas, oratórios, aquela kal total, não, kal não, música celestial. E também havia o velho Felix M. com sua abertura Sonho de Uma Noite de Verão. E havia outros. E havia aquele poeta francês musicado pelo velho Benjy Britt, que havia feito toda a sua melhor poesia aos quinze anos, Ó, meus irmãos. Arthur, era seu primeiro nome. Portanto, dezoito não era uma idade assim tão jovem. Mas o que é que eu ia fazer?

Anthony Burgess - Laranja Mecânica

(via joursderose-deactivated20120222)

(via matequente)

“É humano querer o que nos é preciso, e é humano desejar o que não nos é preciso mas é para nós desejável. O que é doença é desejar com igual intensidade o que é preciso e o que é desejável, e sofrer por não ser perfeito como se se sofresse por não ter pão. O mal romântico é este: é querer a Lua como se houvesse maneira de a obter.”

—   Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego. (via abrapira)

(Source: happi-ness, via abrapira)

“Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.”

—   Gabriel García Marquez _ Memória das minhas putas tristes (via acasaazul)

“Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado.”

—   Gabriel Gárcia Marquez - O Amor nos tempos da Cólera (via solidgoingliquid)

(Source: ideiasvazias, via adiclonius-deactivated20130103)

“Como o tempo custa a passar quando a gente espera!
Principalmente quando venta.
Parece que o vento maneia o tempo.”

—   Erico Veríssimo - O Tempo e o Vento (via insalubrerelicario)

(via insalubrerelicario)

ele me lê trechos em voz alta, quando se empolga com algo bonito escrito nos livros.

(Source: tuafilhagosta)

retórica inspirada quando espalho ao meu redor inúmeros livros queridos e boto uma canção baixinha, quase como oração e então escrevo.

(Source: tuafilhagosta)